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As revoluções que estão só começando
11 maio de 2018

Acompanhamos a palestra de Joseph Lubin, cofundador do Ethereum, sobre as transformações que a plataforma promete em alguns mercados.

Música e armazenamento de dados estão, de novo, no centro das tendências.

Primeiro, precisamos explicar o que é “blockchain”, né? É um tipo de base de dados distribuída que guarda um registro de transações permanente e à prova de violação. Foi desenvolvida com e para o Bitcoin, como medida de segurança, e acabou por se transformar na tecnologia-base para toda criptomoeda.

Já o Ethereum é uma plataforma que se utiliza da tecnologia blockchain para ser uma ferramenta que possibilita contratos mais inteligentes, aplicações descentralizadas e transações financeiras através de sua criptomoeda, o Ether, que se diferencia do Bitcoin pela quantidade ilimitada de emissões e a velocidade das transações. Hoje a cotação do Ether é de aproximadamente R$ 2,2 mil por unidade.

Participamos de uma palestra com mais de 3 mil pessoas, na qual Lubin apontou três grandes mudanças nos mercados para um futuro bem próximo:

– Distribuição de conteúdo. Com o objetivo de diminuir o poder de grandes empresas que controlam a comercialização de conteúdo, a princípio musical, a plataforma já conta com o Ujo Music, que permite a distribuição de músicas e o controle de licenças sem intermediários.

– Armazenamento de arquivos. A descentralização das redes de blockchain apresenta um grande potencial para reduzir o custo do armazenamento de arquivos em nuvem. Isso significa mais espaço e segurança para servidores em cloud, além de ser mais barato para o usuário.

Administração de recursos. De apoiar uma banda a financiar recursos para pesquisar sobre uma doença, tudo poderá ser feito de forma mais segura, transparente e eficiente através de “aldeias globais” distribuídas em redes de blockchain.

Mais uma vez, isso significa uma drástica diminuição do poder de governos e instituições privadas.
Essas são apenas algumas mudanças que o novo mundo de redes com decisões distribuídas está oferecendo. Resta-nos saber o que mais pode acontecer nessa “segurança descentralizada” num futuro próximo.